sábado, 2 de março de 2013

PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE ( 1 )


PREVENÇÃO

DA

OSTEOPOROSE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prevenção da Osteoporose

 

A conservação da massa óssea assenta no equilíbrio de dois tipos de células ósseas: os osteoblastos, que produzem a matriz proteica do osso que se deve manter em equilíbrio com os osteoclastos, células que eliminam o osso já envelhecido.

 

Mas este processo pode ser alterado por múltiplos factores, fazendo com que a reabsorção ultrapasse a formação do osso, quer dizer, perder mais osso do que aquele se forma. Este desequilíbrio, pode ser originado por factos bem simples, com por exemplo, alguns dias de repouso na cama e é o que se passa também na menopausa, onde aparece um balanço negativo do cálcio que se deve objectivar precocemente para adoptar medidas preventivas apropriadas.

É mais fácil prevenir do que tratar a perda de massa óssea. Quanto mais cedo se intervier com medidas profilácticas ou para a conservação do osso, melhores serão os resultados.

Também as fracturas e a consequente incapacidade, podem der prevenidas em pessoas de densidade óssea já diminuída.

Em qualquer idade, a massa óssea, está dependente da relação do osso formado e do que já se perdeu. As doentes que na sua juventude não adquiriram um pico de massa óssea adequada, podem apresentar um risco de fractura elevado, mesmo que posteriormente não tenham perda de massa óssea. Certas doenças, medicamentos e hábitos de vida podem influenciar intensivamente o metabolismo ósseo. Um exemplo só: os níveis elevados de corticosteroides, quer endógeneos, quer exógenos por terapêuticas de doenças crónicas, aceleram a perda óssea e levam a osteoporose.

O diagnóstico definitivo da osteoporose pode ser estabelecido através da medição da densidade óssea, isto é, através da densiometria, actualmente considerado o exame mais correcto para avaliar o risco de fracturas ou por factores bioquímicos do sangue e da urina.

 

Classicamente define-se osteoporose como uma doença esquelética, caracterizada por uma diminuição da massa óssea e alterações da arquitectura do tecido ósseo, com consequente fragilidade do esqueleto e grande susceptibilidade para fracturas. Há  assim na sua base, uma diminuição de quantidade e da qualidade do osso, que pode ser medida pela densidade mineral óssea (DMO)

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A densiometria óssea permite medir com precisão e grande sensibilidade a massa óssea e expressá-la por dois valores:

 

-         score Z – reflecte a DMO duma pessoa da mesma idade e do mesmo sexo;

 

-         score T – DMO relacionada com o pico esperado de massa óssea em adultos jovens saudáveis do mesmo sexo.

 

A diferença entre o score Z e o score T é dado por desvios padrão acima ou abaixo da média.

Há osteopenia quando o desvio padrão se encontra entre -1 e - 2,5 em relação ao score T e osteoporose se a densidade óssea é inferior a  - 2,5 desvios.

Uma osteoporose severa refere-se àquela mulher que teve já pelo menos uma fractura.

Não deve utilizar-se o rasteio generalizado de densiometria óssea, mas não devemos esquecer de o fazer obrigatoriamente nos seguintes casos:

 

-         mulheres em pós-menopausa, com menos de 65 anos, que tenham pelo menos uma factor de risco de fractura;

-         nas mulheres em pós-menopausa acima dos 65 anos, mesmo sem factores de risco;

-         mulheres em pós-menopausa que tenham tido já uma fractura;

-         doentes a iniciar ou a fazer corticoterapia prolongada;

-         doentes com patologias incluídas na osteoporose secundária.

 

Muito importante é também perguntar às doentes quais os problemas médicos que apareceram na fase final do crescimento, na adolescência, já que mais de metade da massa óssea total se adquire neste período de vida.

Carências alimentares, alterações menstruais, imobilizações físicas, podem reduzir a aquisição do pico de massa óssea, mesmo em idades mais jovens.

Por exemplo, uma crise de anorexia nervosa na adolescência, pode ter repercussões na meia idade no esqueleto, assim como outras situações: hábitos alcoólicos, tabagismo, certas medicações crónicas, influenciando o aparecimento da osteoporose.

Por tudo isto, é preciso estar atento na colheita da história clínica das doentes, não deixando passar ao lado certos factores que têm influência no esqueleto.

Também os antecedentes familiares são de primordial impor- tância. A mãe ou avó, tiveram deformações vertebrais ou mesmo fracturas. Alguns estudos revelam que mulheres cujas mães tiveram fracturas do colo do fémur tendem o sofrer este tipo de fractura.

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